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A Violencia Travestida - Engenheiros do Hawaii

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ENGENHEIROS DO HAWAII

a violência travestida faz seu trottoir
(Humberto Gessinger)



Introdução: Am7 Em Am7 Em B C D



C Em

no ar que se respira, nos gestos mais banais

C Em

em regras, mandamentos, julgamentos, tribunais

C Em

na vitória do mais forte, na derrota dos iguais



C G/B Am G D

a violência travestida faz seu trottoir



C Em

na procura doentia de qualquer prazer

C Em

na arquitetura metafísica das catedrais

C Em

nas arquibancadas, nas cadeiras, nas gerais



C G/B Am G D

a violência travestida faz seu trottoir



C Em

na maioria silenciosa, orgulhosa de não ter

C Em

vontade de gritar, nada pra dizer

C Em

a violência travestida faz seu trottoir

C G/B Am G D

nos anúncios de cigarro que avisam que fumar faz mal



Em D

a violência travestida faz seu trottoir

C D

em anúncios luminosos, lâminas de barbear

Em D

armas de brinquedo, medo de brincar

C D

a violência travestida faz seu trottoir



solo: Em D C D



C Em

no vídeo, idiotice intergaláctica

C Em

na mídia, na moda, nas farmácias

C Em

no quarto de dormir, na sala de jantar

C Em

a morte anda tão viva, a vida anda pra trás

C Em

é a livre iniciativa, igualdade aos desiguais

C Em

na hora de dormir, na sala de estar



C G/B Am G D

a violência travestida faz seu trottoir



C Em

uma bala perdida encontra alguém perdido

C Em

encontra abrigo num corpo que passa por ali

C Em

e estraga tudo, enterra tudo, pá de cal

C G/B Am G D

enterra todos na vala comum de um discurso liberal



Em D

a violência travestida faz seu trottoir

C D

em anúncios luminosos, lâminas de barbear

Em D

armas de brinquedo, medo de brincar

C D Em D C D

a violência travestida faz seu trottoir



Em D

a violência travestida faz seu trottoir

C D

em anúncios luminosos, lâminas de barbear

Em D

armas de brinquedo, medo de brincar

C D Em D C D

a violência travestida faz seu trottoir



A Am

Tudo que ele deixou foi uma carta de amor

G A

pra uma apresentadora de programa infantil.

Am

Nela ele dizia que já não era criança,

G

e que a esperança também dança

A

como monstros de um filme japonês.

Am

Tudo que ele tinha era uma foto desbotada,

G A

recortada de revista especializada em vida de artista.

Am

Tudo que ele queria era encontrá-la um dia

G A

(todo suícida acredita na vida depois da morte).

Am

Tudo que ele tinha cabia no bolso da jaqueta.

G A

A vida quando acaba, cabe em qualquer lugar.

G A

E a violência travestida faz seu trottoir...



Am

não se renda às evidencias

não se prenda à primeira impressão



Am

eles dizem com ternura:

"o que vale é a intenção"

e te dão um cheque sem fundos

Em

do fundo do coração



Am

no ar que se respira

nessa total falta de ar

a violência travestida

Em

faz seu trottoir



C

em armas de brinquedo, medo de brincar

Em

em anúncios luminosos, lâminas de barbear

B C D

nos anúncios de cigarro que avisam que fumar faz mal



Am

a violência travestida faz seu trottoir

Em

a violência travestida faz seu trottoir
 

 

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